FLAMENGO 0 X 1 ATLÉTICO-PR: O MEIO DE CAMPO É O “ESCRITÓRIO” ONDE COMEÇA O “BUSINESS” DA BOLA!

Estádio Municipal Radialista Mário Helênio – Juiz de Fora (MG) – 23-03-2016
Já há algum tempo que o Flamengo tem sido um exemplo clássico de como um time de futebol sofre sem uma safra de bons meio campistas. Meus amigos, a “meiúca” é a alma do negócio. Já venho dizendo isso desde a última passagem de Vanderlei Luxemburgo pela Gávea. Não é à toa que chamam aquela bola enorme no “miolo” do gramado de “grande círculo central”: ali é o “escritório” onde começa o “business” da bola…é lá onde fica o “centro nervoso” da distribuição das tarefas…
…parece simples, mas ainda tem dirigente, técnico e jogador que teima em desprezar essa “zona de gravidade” do jogo. O Atlético Paranaense trouxe a Juiz de Fora um camisa 10 que ilustrou muito bem a minha opinião: Marcos Guilherme. Esse é o chamado “jogador moderno”, como alguns gostam de pontuar, que adapta ao contexto a antiga ideia do craque. Corre pelo terreno de cabeça em pé, avança sobre os adversários sem olhar pra bola, com foco no posicionamento dos companheiros. Desequilibrou, porque mostrou ser a referência do time na armação das jogadas e ainda apareceu para finalizar. E aí, sobressaiu a técnica do atleta, que acertou um chute indefensável, de raciocínio rápido e mortal… 1 a 0, justo, aos 16 do segundo tempo…
…na frente, o “gordinho” Walter apresentou-se mais uma vez como o “incômodo” dos beques. No entanto, a bola chegava até ele, muito em função do trabalho do jovem camisa 10 Marcos Guilherme…
…é nesse ponto que o experiente treinador rubro-negro Muricy Ramalho talvez tenha falhado, por não ter entrado com o homem que precisa ganhar ritmo de jogo, ser testado como a referência do meio campo do Flamengo: Éderson. Entrou apenas na fase final, quando o time já era aquela salada passada, indo para o vinagre…tempero amargo, amigo…
…esse conceito do “meio” é tão antigo quanto os “Maias”…não precisa ficar tentando “inventar a roda”, gente…as próprias marcações do campo nos oferecem a pista para o pódio…os flamenguistas fizeram uma bonita festa nas arquibancadas do Estádio Mário Helênio, sempre belo…uma pena que a bola rubro-negra estava bem murcha…mas, como me disse o garoto de 6 anos: “pai, a gente tem que reconhecer que o Atlético jogou melhor né?…se eu estivesse lá, faria uns dois”…é, tomara que ele já tenha feito a “leitura do jogo” pelas circulares páginas do meio campo…
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