ATLÉTICO MINEIRO CAMPEÃO DA LIBERTADORES 2013: COM A FÉ DO “EU ACREDITO”, O GALO É O NOVO “PAPA TÍTULOS” DAS AMÉRICAS




 Final – Atlético Mineiro 2 (4) x (3) 0 Olimpia – Estádio Governador Magalhães Pinto (Mineirão) – Belo Horizonte (MG) – 24-07-2013

A bola e o clube Atlético Mineiro nos ofereceram nessa Libertadores da América a mais concreta e contagiante certeza de que o caminho do gol é uma trajetória religiosa….conquistar o “peixe sagrado” pelas “redes divinas” daquele “mar de emoções” exige muita entrega e devoção dos “pescadores peregrinos”…

…para essa conquista, o Mineirão parece ter sido pintado a ouro pela arte do futebol, que o transformou, por uma noite, na “Catedral da bola”…o Galo fez de sua crista uma solene insígnia pontifical…entrou no Estádio já abençoado pela fé e pela crença da sua missionária torcida…

…os cristalinos anjos do futebol emprestaram suas asas ao Galo nesse “conclave” da Libertadores…assim, o elegeram o mais novo “Papa Títulos” das Américas…O Galo ficou mais pomposo e “Papudo”, porque fez de cada refeição uma “ceia santa” com milhares de apóstolos reunidos numa harmonia lírica…cada jogada, cada drama, cada grito, cada reza, cada riso, cada bola dividida faziam a “fome de gol” aumentar…

…essa história foi de uma interseção regida por um amor tão “maternal” e “fraterno”, que tinha mesmo que ter sua última página escrita na semana da visita do santo Bispo de Roma ao Brasil…e se o “Papa é pop”, o “Galo é top!”…

…a conquista do Atlético representa, acima de tudo, a convicção de que é possível virar resultados com sonhos…e o “árbitro maior” “conta o tempo” e “canta as jogadas” da vitória para aqueles que sabem dizer: “eu acredito”! Nessa quarta-feira também foi dessa forma… o Atlético precisava de, no mínimo, dois gols para levar a decisão à prorrogação e, talvez, aos pênaltis…

…o primeiro tempo terminou zero a zero e a “Massa” continuou a dar o “ar da graça”…foi recompensada logo com um minuto da segunda etapa, quando Jô acreditou no lance e “deu uma virada” religiosamente espetacular…a bola passou pelas mãos do goleiro Martín Silva como a chama que encontrou, lá no fundo do gol em formato de capela, o castiçal para clarear ainda mais aquela campanha iluminada…

…mas ainda faltava ao menos um golzinho…o tempo passava e o sofrimento aumentava…no entanto, com o Atlético tudo foi tão mágico nessa competição que, de repente, aos 41 minutos, o árbitro viu em seu pulso os ponteiros ornamentando um lindo relógio das mais encantadoras flores do Horto…era, então, o cheiro das pétalas da perseverança…era o momento do “sangue na veia” de Leonardo Silva, que voou como o “Galo forte e vingador”… o zagueiro cabeceou no meio da defesa adversária e pegou o arqueiro do Olímpia no contrapé…

…primores das flores que transformaram aquele cantinho do gol do Mineirão em uma santa “Horta”…com o aroma e o carimbo do “Eu Acredito”, a bola encarregou-se de colher a esperança plantada…

…a prorrogação passou e o veredito final tinha mesmo que ser pelas penalidades máximas…afinal, o “monsenhor” goleiro Victor já havia sido designado por aqueles anjos para receber a bola em formato de patena, aquele recipiente sagrado onde são colocados o pão (representado pela hóstia) e o vinho…

…dessa forma, o arqueiro arcanjo serviu a todos na mais importante e inesquecível comunhão para o Atlético Mineiro em seus 105 anos de história…defendeu a primeira cobrança e, depois, com o reflexo do “Cálice nos olhos”, desviou a bola para a trave, fazendo-a ir de encontro a sua torcida nos moldes da tão almejada Taça!…

…simplesmente e empolgantemente magnífico…o Galo nessa Libertadores me fez amar ainda mais o futebol e me ensinou como é importante na vida dizer “Amém”…

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