ATLÉTICO MINEIRO 2 (3) X (2) 0 NEWELL’S OLD BOYS: NO RELÓGIO DE FLORES DO “PLANETA HORTO”, TORCIDA E TIME SE UNEM NO PÊNDULO DAS BATIDAS E DAS VIRADAS MAIS ENCANTADORAS

 



Semifinais – Arena Independência – Belo Horizonte (MG) – 10-07-2013

Quando a “serpente” seguiu o “Príncipe” até o “Planeta Horto”, ela talvez não imaginasse que lá o futebol se reescreve e nos contagia com os seus mais saudosistas e encantadores significados. De toda forma, “craques e cobras” argentinos, como Scocco e Maxi Rodriguez, fizeram uma longa viagem com a intenção de concretizar o “bote” do primeiro encontro…no entanto, naquela atmosfera que oxigena os sonhos mais impossíveis, viram e sentiram como o esporte tem tantos outros “tempos”, pra lá do tradicional cronômetro do árbitro…

…é no “biográfico universo do futebol” que o campo se configura como um memorável e ilustrativo relógio de flores…e nessa “cronologia ornamental”, a torcida atleticana e o time se unem para formarem o pêndulo das “viradas” e das “batidas”, embaladas pela brilhante corrente de amor e de fé…

…e o “Pequeno Jardineiro Real” já havia nos avisado que, no “seu mundo”, a bola é como a rosa…ela tem muitos perfumes e tem o poder de devolver a qualquer ambiente o sorriso de luz…e, assim, Ronaldinho Gaúcho cumpriu apenas duas, mas importantes missões na partida: o começo com o passe e o desfecho com a pose….

…logo aos dois minutos do primeiro tempo, lançou a rosa como uma flecha que foi interceptada com maestria pelo “mensageiro veloz” Bernard…tão rápido quanto o vento, o camisa 11 se encarregou de fazer passar pelo goleiro Guzmán aquele “aroma” da emoção…

…a partir dali, tudo parecia ter muitos significados…os dois límpidos pênaltis não marcados a favor do Galo, por exemplo, já nos indicavam que os erros do juiz tinham algum sentido de “graça” ou das “graças” a serem alcançadas mais tarde também pelas penalidades máximas…

…quando o tempo oficial do jogo se apresentava como aliado ao Newell’s Old Boys, a energia do “planeta”, como num “iluminado passe mágico”, se apagou e se renovou…as luzes voltaram alimentadas pelo “reator da reação” da celebração musical dos Galos…todos ecoavam o “canto do despertar”, regidos pelos apitos dos milhares de corações em escala de luz…

…Brilhou, então, a estrela do técnico Cuca…como uma constelação, o camisa 17 Guilherme entrou no campo e marcou o segundo gol com a intensidade, a felicidade e a luminosidade de um astro Rei…ao bater na rede, aquela bola em “caule e em feixe” imediatamente fez refletir no céu o escudo alvinegro com a inscrição “Yes, We C.A.M”…

…na disputa de pênaltis, o grande final estava reservado para o “Príncipe” Ronaldinho…naquela cobrança decisiva, ele fez a sua rosa se espalhar em pétalas por todo o “universo” e, assim, cada pedacinho daquela representação do amor ia cumprimentando aqueles que sonharam com fé…

…”o majestoso” fez o gol com o distintivo do “Eu acredito” e, de maneira singela, agradeceu aos seus companheiros daquela risonha “fábula” de criança…diante da aura lúdica e religiosa, coube ao goleiro Victor entregar, de vez, o passaporte de volta aos argentinos…ele espalmou a última cobrança como num “check in” de embarque para, ironicamente, a cidade de Rosário…

…os atleticanos, merecidamente, vibraram com a conquista inédita para a vaga da final da Libertadores…será contra o Olímpia do Paraguai…e o futebol, novamente, nos faz acreditar como é possível escrever as nossas histórias com alegria e esperança…

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