Amigos do Zico 7 x 0 Seleção de Juiz de Fora: MAIS UM DIA PARA A HISTÓRIA, MAIS HISTÓRIAS PARA ENCANTAR GERAÇÕES POR MUITOS E MUITOS DIAS

Estádio Municipal Radialista Mário Helênio – Juiz de Fora (MG) – 16-05-2015
Vinte e cinco anos se passaram e bastaram 80 minutos nesse sábado (foram 2 tempos de 40) para que o torcedor tivesse a legítima certeza de que Zico e sua arte continuam a encantar gerações…
…um pouquinho antes de a partida começar, lá veio correndo, tropeçando de alegria pela arquibancada, o garotinho de uns 7 anos com o autógrafo do ídolo na camisa: “pai, pai, olha, eu consegui! Nossa, nem acredito gente!”…certamente ele não viu Zico jogar como atleta profissional, mas estava ali ansioso para pôr à prova tudo o que a sua imaginação lhe provocara até hoje diante dos relatos dos mais velhos sobre Arthur Antunes Coimbra…
…o pai deveria ter idade próxima a que o filho tem hoje, em 2 de dezembro de 1989, quando o “Galinho de Quintino” se despediu do futebol profissional, com aquele gol sensacional de falta, na goelada de 5 a 0 contra o Fluminense, no mesmo estádio em Juiz de Fora…
…do bebê de colo ao vovô de bengala, todos pareciam ter a convicção de que com Zico em campo vale a pena até “encontrar um jeito de pagar o ingresso de novo”, como ouvi de um entusiasmado flamenguista ao meu lado…
…é uma sensação de que para Zico e a bola o tempo regulamentar transcorre pela beleza e pelos mistérios da ampulheta símbolo da transitoriedade da vida…vira-se de um lado ao outro e cada movimento nos parece sempre mais encantador, enigmático e surpreendente…
…Generoso tempo dos gênios…tudo parecia como antes…teve passe de trivela, toques de letra e de peito quase na pequena área, assistência por entre os zagueiros que deixou o atacante na cara do arqueiro e gol marcado numa bela jogada na qual “liquidou” o goleiro com um chute preciso no canto direito…ainda teve o outro ídolo “Pet” fazendo dois golaços!…o torcedor suspirou, bateu palma, sentiu saudade e até pediu: “Volta Zico!”…
…ufa, e quando o camisa 10 partiu livre do meio do campo e ensaiou um drible desconcertante, poético, frente a frente com o grande ex-goleiro do Tupi, Zé Luiz…todo mundo ficou de pé…o zagueiro pode até ter chegado bem na cobertura pra evitar o gol, mas pra torcida apaixonada só a finta já credenciaria o juiz a assinalar mais um…”pode apitar que é gol do mesmo jeito!”
…a Seleção de Juiz de Fora fez bonito também na festa, embora tenha passado em branco…até mandou duas bolas na trave, mas, como bem observou o torcedor lá na parte alta da arquibancada: “até as traves são amigas do Zico!”…
…ídolo e índole…palavras que se completam. Fatos, feitos e frutos…legendas de um importante legado…pra garotada que estendeu o “tapete vermelho” pro craque entrar no gramado, então, nem se fala…foi mais um dia para a história, foram mais histórias para encantar gerações por muitos e muitos dias!
Comentários
Postar um comentário